domingo, 30 de março de 2008

triste lamento


E de repente eu aprendi que em certos dias é impossível impedir que a tristeza domine o ambiente.
Aprendi também que o pior tipo de tristeza é aquela repentina porque ela é silenciosa e chega de mansinho com uma lembrança que nem é tão significativa assim ou mesmo uma música.
E quando dou por mim, ela me invadiu completamente, as lágrimas escorrem quentes e insensíveis pelo meu rosto e eu nem dei autorização pra elas se fazerem presentes.
Não há o que fazer nessas horas senão deixa-la ficar, quanto mais eu resisto, mais ela insiste em se fazer presente. Parece que não, mas essa tristeza é forte, minha cara!

Tristeza amarga, traiçoeira, desfaz todos os meus sonhos e tudo o que eu havia planejado pra minha vida, ou mesmo pro meu dia, em questão de segundos. Sensação de terem jogado ácido em tudo o que eu construí, essa maldita tristeza se acha no direito de me invadir e me destruir.

Tristeza,
que as vezes se disfarça de nostalgia e parece não machucar tanto e eu só percebo que é ela novamente quando dou aquele suspiro triste, já no final dos meus pensamentos.
E as vezes é tão intensa e tão cegante, que não consigo pensar em outra coisa senão que ela me fará companhia pro resto da minha vida.
Mas ela sempre vai e ela sempre volta,
sempre se volta contra mim, cada vez com uma artimanha diferente.

sexta-feira, 28 de março de 2008

A céu aberto?

Essa semana, fiquei sabendo que depois das garotas de boa família dançando em vitrines e a liberação da famosa marijuana, ou maconha, agora os holandeses inventaram de liberar o sexo em praças públicas.
Sim, você leu certo, meu caro leitor: sexo em praças públicas.
Tudo bem que a Holanda é um país de primeiro mundo e muito organizado e que se uma coisa parecida com essa acontecesse no Brasil, teríamos problemas em encontrar bancos vagos nas praças e parques por aí.
Eu duvido que na Holanda haja alguém que ouse desrespeitar as regras de, por exemplo, não praticar o ato perto de parquinhos onde haja crianças, ou jogar os preservativos no lixo depois de "terminar o serviço". Mas mesmo assim que acho que essa moda liberal já está passando dos limites.
Apesar de defender a idéia de que as pessoas são livres pra fazerem o que der na telha, contando que elas se sintam bem, acho que transar na rua é uma coisa bem insana e eu defendo com mais intensidade a idéia de que sexo, casual ou não, é uma coisa íntima, que deve envolver apenas duas pessoas, entre quatro paredes.


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Postagem para a Capricho ;)


terça-feira, 25 de março de 2008

Novidadee

Não é uma coisa muito comum fazer isso, na verdade, eu nunca fiz.
Mas depois que eu vi esse vídeo, senti vontade de mostrar pra vocês.
É do DVD do Keane, que foi gravado na Arena o2.
Pra quem não sabe, o Keane é uma daquelas bandas queridinhas britânicas.
Eu particularmente nunca tinha parado pra prestar atenção no trabalho deles, já tinha ouvido algumas músicas, curtia uma ou duas, mas só isso.
Depois que eu vi o clipe que eu postei (confere aí embaixo ;), eu passei a gostar muito mais desses garotos, que fazem o que gostam, e fazem com vontade.
Mesmo que você não goste, tenta reparar na energia de ver todo mundo cantando junto. (Ou o pianista meio que tentando descolar sua cabeça do pescoço :P)
Até arrepia.


video

Você diz que você perambula em sua própria terra
Mas quando eu penso nisso
Eu Não vejo como você consegue

Você está sofrendo, você esta estourando
E eu posso ver a dor em seus olhos
Diz que todo mundo está mudando e eu não sei por quê

Tão pouco tempo
Tente entender que eu estou
Tentando fazer um movimento só para continuar no jogo
Eu tento ficar acordado e lembrar meu nome
Mas todo mundo está mudando e eu não sinto o mesmo

Você se foi daqui, logo você irá desaparecer
Sumindo em uma luz bonita
Porque todo mundo está mudando e eu não me sinto bem

sábado, 22 de março de 2008

Caminho beirando a loucura



Quantas vezes já não me sentei num lugar cheio e desejei estar sozinha.
As vezes eu tenho disso: Sinto vontade de estar sozinha. Sempre em um ambiente muito cheio, num momento forçado ou num dia que nada dá certo. Sinto vontade de pensar, se possível deitada, quieta.
Incrivelmente, tendo oportunidade de ficar quieta, eu gostaria de dar um golpe em toda a água parada em que me encontro no momento, ver tudo revolver e se mexer. Quero estar acompanhada, me sentir sortuda, rir descontroladamente ao lado de alguém e melhor: sem motivo algum.
Porque convenhamos, se eu estiver na rua e sentir vontade de rir, por qualquer momento engraçado que eu possa lembrar, eu terei que dar um jeito de me segurar ou serei uma adolescente descontrolada e sem amigos que ri de sua desgraça sozinha. Não posso rir na rua, e não sei quem foi que ditou a regra de que eu não posso rir na rua.
Mas pensando bem, rir na rua seria sem graça. O riso duraria no máximo 5 segundos porque
simplesmente não tem graça rir sozinha. O riso é mais gostoso quando tem alguém pra te ver sorrir.
Como eu não posso rir sozinha, quando estou andando sozinha na rua e não posso rir, eu então decido pensar. Porque pensar na rua é uma coisa extremamente comum: eu vou andando e pensando, pensando e andando e ninguém tem nada a ver com isso. É tão bom andar pra pensar, porque eu passo pelas pessoas e elas nem imaginam o que eu estou pensando e eu também não imagino o pensamento delas, porque nunca parei pra pensar nisso.
Daí eu vou fazendo o meu caminho habitual (
um dia eu fiz esse caminho acompanhada. aqui eu o encontrei e ali ele me cutucou. nunca me esqueço da vez que eu disse isso pra certo alguém, bem aqui...) e vou me lembrando de certos acontecimentos da minha vida, cada dia um, mas sempre girando em torno da mesma coisa. "Nem tudo está como eu imaginava, mas isso não quer dizer que seja ruim".
Me obrigo a pensar de que eu estou onde eu queria estar e as vezes eu até consigo me fazer acreditar nisso. Ou penso que acredito.
Penso, porque me sinto sozinha e não posso rir porque estou pensando na rua e quando eu penso eu estou acompanhada e quando rio eu estou desarmada.


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Juro que eu tô com medo desse post, eu ainda não li pra ver no que vai dar. Perdoem-me se saiu muito ruim, mas foi um MEGA surto, porque eu nem sequer tinha idéia do que eu ia postar quando eu apertei o botão de publicar o_O

terça-feira, 18 de março de 2008

Divindades

Eu sentava em minha cama e rezava para o Papai do Céu naquela época. Uma criança inocente e sem pecados graves, que desde muito cedo foi ensinada a rezar, as vezes ajoelhada no chão, me distraía com uma coisa ou outra, aprontava molecagens e aprendia canções como "azul é teu manto, branco é teu véu..."
Na verdade, crianças acreditam em tudo o que é dito, e têm como palavras sagradas as que ouvem daqueles que mais amam: sua família.
Mais uma vez o tempo (esse engraçadinho anda aparecendo muito nas minhas postagens...) age em nossas vidas, e a gente cresce, aprendendo a questionar tudo o que nos é dito. Não nos conformamos mais com um "porque sim, filha", queremos sempre saber mais e muitas vezes somos forçados a buscar as nossas próprias respostas. Essas respostas nem sempre são o que esperávamos e por muitas vezes acabamos desiludidos com a vida.

Depois de um tempo, fiquei sabendo que a Bíblia foi um livro escrito por um romano e que nem toda a história de Jesus Cristo está impressa lá, descobri que antigamente, era uma Deusa Mãe quem recebia homenagens, ritos e celebrações, focada principalmente na natureza.
Aprendi principalmente que os benfeitores das igrejas medievais não eram tão benfeitores assim quando queimavam mulheres e crianças numa fogueira gigante, um show bizarro para todos os "verdadeiros fiéis", aqueles que iriam para o céu.
Depois de um tempo, eu aprendi que apesar de todas essas coisas, ainda acredito em alguma força, que move as nossas vidas, e que cuida para que tudo vá tomando seu rumo, e pouco me importa se leve um nome específico, ou se é masculino ou feminino. Para mim basta apenar acreditar e poder ver o sol se pondo em algum lugar, ou olhar os detalhes de uma florzinha bem pequena.

Acredito que tudo é bem diferente do que me foi ensinado, mas não ficarei decepcionada com aquelas histórias que me contavam na minha infância: elas fazem parte de mim e ajudaram a ser quem sou.

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Post para o Site da Capricho. ;o)

sábado, 15 de março de 2008

Arquivo de Lembranças

Todos nós temos lembranças, isso é fato.
Uma dança bizarra com as amigas, uma dor intensa que já passou, mas que as vezes dá umas cutucadas de leve pra nos lembrar que está lá, que já esteve lá. Até mesmo um gosto ou cheiro acabam registrados na memória.
Um dia desses eu estava conversando com duas amigas sobre o passado. Ficamos quase duas aulas inteiras falando sobre coisas que já tínhamos falado dezenas de vezes, mas que não cansamos de discutir. Enquanto ouvia os relatos delas, eu ia entrando pelos corredores vazios do meu "arquivo de lembranças", encontrando partes que faltavam de coisas que eu procurei a minha vida toda. Vi lugares que eu visitei poucas ou uma só vez com uma precisão inexplicável, me lembrando de cada detalhe, fazendo com que eu me perguntasse se eu não tinha estado lá mais vezes.
De repente eu percebi que estava afundada em lembranças que eu nem acreditei que pudessem fazer parte de mim. Não por serem antigas, mas por serem simples, coisas que se tivessem acontecido de outra forma seriam facilmente jogadas para os "arquivos temporários da mente" e ali, em pouco tempo se disfariam, para em um curto espaço de tempo, serem deletadas.
Lembranças simples porém intensas, como aquela em que eu andava conversando despreocupada e de repente eu vi: daí em diante eu lembro do tranco que eu levei, e das minhas entranhas gelando, e tudo parecendo conspirar praquilo continuar...

No meu ponto de vista, é um desafio enorme conviver com as lembranças, principalmente se o presente não corresponde às nossas expectativas. Corremos o risco de nos tornarmos museus, vivendo nossas vidas em calendários antigos e talvez amarelados pelo tempo.
Por mais que seja seguro, não é bom.

~* Que sempre possamos ter acesso às coisas boas que nos aconteceram e que nossas mentes sejam sempre fonte de orgulho por ter um passado que nos torna quem somos e que nunca se tornem ferramentas altamente homicidas.

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deu pra notar que eu ando extremamente nostálgica nos últimos posts,
¬¬"

domingo, 9 de março de 2008

a simples felicidade definida

Há tempos atrás, quando a minha ou a sua avó estavam na idade de casar, dizia-se que a felicidade estava em arrumar um marido que fosse doutor e que tivesse capacidade para sustentar suas esposas e seus filhos, ter uma casinha com um quintal gramado com algumas galinhas e patos e com alguma sorte, um carro.
Era isso que as mães colocavam na cabeça de suas filhas, e elas, como conheciam pouco ou nada do mundo e das histórias que por ele circulavam, acreditavam nisso, e buscavam essas garantias de felicidade.
Mas como só em contos de fadas tudo dá certo no final, existiram as mulheres que não viam sentido nenhum em serem parideiras e cozinheiras de seus maridos e muitas viviam um típico drama mexicano (mesmo sem nem saber o que era isso), por obedecerem seus pais, que eram autoridades supremas em suas vidas.

Acontece. Os gostos diferem.
Lavar e passar não está nos meus itens de felicidade, assim como imagino não estar nos itens de várias mulheres espalhadas pela Terra.
Para mim, a felicidade não é uma meta a ser atingida.
Felicidade é poder dirigir devagar no final da tarde, por uma avenida na beira da praia, e talvez parar em um certo ponto, descer do carro e ver o pôr do sol.
Felicidade é poder correr, rir alto, fazer todas as coisas que me vem na cabeça sem dar a mínima pro que os outros estão achando.
Felicidade é ir dormir sorrindo com determinados acontecimentos do dia.
É ouvir uma música que eu gosto, poder cantar baixinho, com um meio sorriso no rosto.
Felicidade é poder fechar os olhos e acreditar que eu estou exatamente onde eu gostaria de estar, mesmo com todas as coisas erradas que fazem parte da minha vida.

Acredito que quando buscamos a felicidade em um único lugar, toldamos os nossos olhos para coisas que podiam realmente nos fazer felizes, tornando a busca cansativa e muitas vezes inútil, porque descobrimos tarde demais que não era exatamente aquilo que queríamos.
Também sou da opinião de que felicidade, por ser um sentimento, não é algo que faça sentido. E por ser um sentimento, não há regras e há divergências.
Truques, macetes e fórmulas secretas pra ser feliz não existem.
Por incrível que pareça, é ainda mais simples do que truques: basta apenas se deixar sentir enquanto ela está presente.

ninguém vai ser inteiramente feliz enquanto não perceber que não se pode ser feliz pra sempre





quinta-feira, 6 de março de 2008

Qualquer coisa


De repente eu percebi.
Qualquer coisa não dá mais.
Qualquer coisa não salva o mundo, não muda a vida, não dá alegria.
Ninguém pode viver de qualquer coisa.
Notei que eu não queria mais qualquer coisa, precisava de algo mais.
Sempre fui de me contentar com o que eu tinha, sem reclamar e também sem perceber que em certos momentos, eu poderia ter mais se eu quisesse.
Pra quê? Está bem assim, eu me contento. Estou satisfeita.

Mas tudo virou, as coisas mudaram de lado: Aos poucos fui me fazendo exigente, comecei a dizer não quando eu não queria.
Passei a expressar minhas vontades, a experimentar.
Aboli o "tanto faz", "você que sabe", e qualquer outra frase que me livrasse de poder escolher.
Qualquer coisa, não mais.
Se eu posso escolher, vou escolher o melhor e o que me fizer bem.
Ninguém escolhe por mim, se eu puder escolher.




sábado, 1 de março de 2008

Novo Selo


é com muito prazer que recebo meu primeiro selo *-*
O Tiago (http://samuraitalkshow.blogspot.com) indicou o meu blog.



Respeitando as regras, as perpetuo.

1 - Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons (entenda-se como bons os blogs que costumam visitar regularmente e onde deixam comentários);2 - Só e somente se recebeu o "É um blog muito bom sim senhor", deve escrever um post incluindo: a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog, a tag do prémio, as regras, e a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio;3 - Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele .

Bom, minha vez de indicar alguns blogs:
O "monkeys in the loft" (http://monkeysintheloft.zip.net)
A Cássia Senna (http://adventiciatotal.blogspot.com)
Polly (http://
www.pollyok2.zip.net)
E a Marília demonha (http://ironiacensurada.blogspot.com)

Recomendo-os