segunda-feira, 31 de março de 2014

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Nós não somos "ô dois". Não somos "o casal", não temos perfis juntos nas redes sociais e a decisão de um não precisa necessariamente ser a decisão do outro. Discordamos.
Não somos iguais e não respiramos com o mesmo nariz e, sendo assim, sabemos que temos as nossas diferenças e muito mais que isso, sabemos respeitar essas diferenças.
Você é classic rock, ou indie. Eu sou pop, fossa, vários tipos de rock, música de tia e sei cantar tudo isso e até o que eu não gosto.

Você é calmo, reservado e ansioso. Eu sou briguenta, estourada, bato a mão na mesa, reclamo. Você é a preguiça quando eu estou estourando de atividade. Somos opostos? Não, acho que não. Somos o equilíbrio um do outro, águas contrárias que colidem. Mas nunca âncoras, porque você sempre me incentivou naquilo que eu quis para a minha vida e esteve presente em toda e qualquer angústia enquanto eu sou sempre sua conselheira, sua consultora, seu pensamento racional quando você está sendo impulsivo.

Cinco anos. 60 meses. O financiamento de um carro. Estamos juntos a esse tanto de tempo e eu não vou fazer as contas das horas e dos minutos que estivemos juntos porque... pra quê?
Estamos, nesse tempo juntos, crescendo, evoluindo, mudando de ideias, conversando sobre toda e qualquer coisa que possa surgir. De cores dos meus esmaltes até a psicologia e os instintos humanos. E temos assunto. E as vezes precisamos nos cortar porque temos que dormir. Ainda nos falamos no celular mais ou menos quatro vezes ao dia. Ainda temos interesse em como está sendo o dia um do outro e, as vezes, mesmo meu dia estando um lixo, alguma coisa diferente ou alegre que tenha acontecido com você já faz com que eu me anime.

Resumidamente (não.), quero te agradecer. Pela paciência, por ter me esperado, por ter me aceitado. Por querer a todo custo arrancar um sorriso de mim quando eu estou triste e me sentindo toda errada e por querer me animar quando eu estou sem vontade de fazer nada.
Obrigada por me fazer sair da zona de conforto, por me desafiar, sem nunca duvidar de mim. Por não deixar eu me acomodar, obrigada por ser quem você é e por me deixar encher seu saco, puxar seu cabelo, te beliscar, te morder e pular em você no hall do elevador.
E obrigada por avisar quando minha roupa não está combinando.
Você é essencial na minha vida, uma companhia que eu jamais imaginei que eu teria.
Cinco anos juntos é só o começo, quero a vida inteira do seu lado, se ela for assim.

A.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Quereres


Eu queria saber desenhar, queria voltar a escrever como antes, queria ter mais tempo para poder fazer mais coisas.

Dizem que a gente não pode dizer "queria", porque é como se já contássemos que não vamos conseguir fazer ou realizar esses quereres. Como se fosse assumir a derrota.

Então, eu quero mais certeza, quero mais conforto, quero deitar numa rede e de repente pegar no sono. Quero continuar aprendendo, sem parar. Quero continuar pensando para não me tornar uma ameba que vai de um lado para o outro , alheia a todo o resto, levada pela maré de outras amebas.

Quero fugir da negatividade e quero me afastar de pessoas que fazem mal a si mesmas e ao mundo, aquelas que enxergam tudo em preto e branco.

Quero ser justa, quero estar em paz, quero ter tempo para distrair a minha cabeça com coisas que eu gosto, sem pensar se está bom ou ruim ou se vão gostar... quero só a tinta no papel, fluindo, se agarrando, sem desbotar, sem borrões de lágrimas. Quero até um pouco mais de paciência, mas aí sei que é querer demais.

Quero continuar querendo, almejando, desejando. Assim sei que ainda tenho vontade de andar para frente, que vivo e não apenas sobrevivo e querendo assim, vai que um dia eu consigo.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Lição



A hora de ser feliz é agora.
Aliás, toda a hora é hora de ser feliz, porque não adianta: nada do que a gente fizer - cara feia, espernear, jogar as coisas... - vai fazer com que os  problemas corram com medo. Por que não desfazer essas rugas tão feias de preocupação e pesar no rosto e colocar umas ruguinhas de riso?
Aquele peso nos ombros, aquele aperto no peito, de que servem? Pra que correr tanto? Só vai fazer a gente morrer mais rápido, virando uma esquina e trombando em algum acidente que poderia ser evitado se ali atrás, a gente parasse pra pensar um pouco e respirasse fundo enquanto isso.
Eu não sou um bom exemplo disso e, se eu escrevo, é porque eu também preciso aprender.
Aprender a relaxar, aprender a dar um pouco mais de risada com as coisas que acontecem no dia a dia, soltar as unhas da palma da mão de apreensão e bater na mesa porque tive uma ideia brilhante.
É impossível rir de uma doença, é claro. Mas é possível encarar as coisas com bom humor. Porque enfrentar, vai ter que enfrentar de qualquer jeito. O caminho mais fácil é sempre aquele que a gente encara com a cabeça erguida e o pensamento sempre pro lado da luz.
Pensando assim, tudo se torna claro. O que é difícil não fica tão ruim (pode ser que ainda não fique fácil, mas parece que você é mais forte).
Diga bom dia, sorria para as pessoas. Não seja tão duro! Ninguém tem nada a ver com os seus perrengues e ninguém além de você pode resolvê-los.
É sexta feira e você não vai sair? Pegue um livro, escreva algo bom, vá fazer aquela receita que você sempre quis e sempre teve preguiça. O mundo não vai acabar porque você não vai sair e não vai parar até que você se sinta melhor.
Pare de sentir auto piedade. Se você não está se sentindo bem, pense que logo vai melhorar. 
Se vai, vá. Se não quer ir, não se force. Só não deixe de ir porque acha que não tem roupa.
Não tenha tanta preguiça. É bom não fazer nada as vezes, mas sempre vira doença. Você é uma pessoa, não uma lesma.
Ocupar a cabeça é um santo remédio e fecha a cabeça de inutilidades as quais você não precisa - e nem deve - pensar.
Pense calmamente, mas pense rápido. Se ficar indeciso, vem alguém e leva o que era pra ser seu num piscar de olhos.

Esse texto, como eu disse, serve inteiramente para mim e escrevi com o desejo de que eu possa acordar.

Mas pode ser que te acorde também :)